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A INSUSTENTVEL LEVEZA DO SER PDF BAIXAR


A Insustentável Leveza do Ser – Milan Kundera. Leitura Dinamica Ad · Baixar em epub Baixar em pdf Baixar em mobi Ler Online. Descrição; Informação. (texto da orelha) A insustentável leveza do ser Num mundo em que as vidas são condicionadas por escolhas irrevogáveis e por acontecimentos fortuitos. Baixar Livro A Insustentável Leveza do Ser - Milan Kundera em PDF, ePub e O fato é que, caso a leitura de uma obra possa mesmo ser capaz de mudar a.

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Vivera os mais belos dias de sua vida quando fotografara os soldados russos nas ruas de Praga, expondo-se ao perigo. Uma paisagem e ao fundo, em transparência, uma lâmpada de cabeceira acesa. A ratinha tinha uma felpa de ferro e pensava Leia mais. Quem comprou também comprou. Só mais uma história suplicou Leia mais. Que idéia atroz! Oferta de toalha de praia na compra de 3 livros da BIS. Isso aconteceu alguns meses depois que voltara de Zurique; afinal nunca lhe perdoaram ter fotografado durante sete dias os tanques russos.

(texto da orelha) A insustentável leveza do ser Num mundo em que as vidas são condicionadas por escolhas irrevogáveis e por acontecimentos fortuitos. Baixar Livro A Insustentável Leveza do Ser - Milan Kundera em PDF, ePub e O fato é que, caso a leitura de uma obra possa mesmo ser capaz de mudar a. A Insustentável Leveza do Ser é o trabalho mais popular do escritor Milan Kundera. Que este ano concorreu É só clicar, baixar e ler! A Insustentável Leveza. A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER Milan Kundera Milan Kundera nasceu em em Brno, na Tchecoslováquia. Em , fixou residência em Paris, tendo. PDF | A insustentável leveza moral de Thomas 1 Um estudo sobre o dilema Baseado no livro bestseller de mesmo nome do escritor Milan Kundera, o filme A insustentável leveza do ser possuí três Download full-text PDF.

Nem sempre era compreendido. De todas as suas amigas, era Sabina quem melhor o compreendia. Ela era pintora. No reino do kitsch você seria um monstro. Foi, portanto, a Sabina que ele pediu que o ajudasse a encontrar trabalho em Praga para Tereza. Sublocou, portanto, um quarto para Tereza e sua pesada mala.

O sono compartilhado era o corpo de delito do amor. Com as outras mulheres ele nunca dormia. Olhou-a e custou a compreender o que estava acontecendo. Evocou as horas que tinham se passado e acreditou respirar o perfume de uma felicidade desconhecida.

Ele contava, a meia voz, histórias que inventava para ela bobagens, palavras elogiosas ou engraçadas que repetia num tom monótono. Na cabeça de Tereza essas palavras se transformavam em visões confu sas, que a conduziam ao primeiro sonho.

Tomas tinha ple no poder sobre o sono dela, fazendo-a adormecer no momento que escolhia. Quando dormiam, ela o segurava como na primeira noite; apertava-lhe firmemente o pulso, um dos dedos ou o calcanhar. Livrava o dedo o pulso, o calca nhar do seu abraço, o que sempre a despertava um pouco, pois ela o vigiava atentamente, mesmo dormindo. Um dia em que acabara de fazê-la adormecer, mas em que ela ainda estava na antecâmara do primeiro sono, donde podia ainda responder às suas perguntas, ele lhe disse: Bem!

Agora vou- me embora. Para onde? Vou sair disse ele com voz severa. Vou com você! Vou para sempre disse ele, saindo porta afora. Ela se levantou e seguiu-o até a porta de entrada, piscando os olhos. Estava só de camisola, curta e sem nada por baixo. Tereza abriu-a com um gesto brusco e o seguiu, convencida, no seu estado de sonolência, de que ele queria partir para sempre e que ela devia retê-lo.

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Depois ela contou-lhe seu sonho: estavam em algum lugar com Sabina. Num quarto enorme. Tomas ordenou que ela ficasse num calito enquanto fazia amor com Sabina. Para sufocar a dor da alma com uma dor física, enfiou agulhas sob as unhas. Ele apertou-a contra si e lentamente, sem parar de tremer, ela adormeceu em seus braços. No dia seguinte, pensando nesse sonho, Tomas lembrou-se de uma coisa. Abriu a escrivaninha e tirou um pacote de cartas de Sabina.

No fim de alguns momentos, deu com o seguinte trecho: Gostaria de fazer amor com você no meu ateliê como se fosse no palco de um teatro. O pior era que a carta tinha uma data. Censurou-a: Você mexeu nas minhas cartas!

Me mande embora! Ele a via ali enfiando agulhas sob as unhas, encostada na parede do ateliê de Sabina. Mas, a partir desse momento, tudo pareceu conspirar contra ele. No começo negava tudo. Um dia, telefonava a uma amiga para marcar um encontro.

O frasco de valeriana caiu fazendo uma grande mancha sobre o tapete. Ela se debatia, querendo escapar, e ele a segurou durante quinze minutos como numa camisa-de-força, até que se acalmasse.

Muito antes que ela descobrisse sua correspondência com Sabina, eles tinham ido juntos a um cabaré com alguns amigos. Celebravam o novo emprego de Tereza. Ela havia deixado o laboratório de fotografia, e tornara-se fotógrafa da revista. Eles deslizavam magnificamente sobre a pista, e Tereza parecia mais bela do que nunca.

Um sonho que voltava sempre, por exemplo, era o sonho dos gatos que lhe saltavam no rosto, enfiando as garras em sua pele. Tereza sentia-se ameaçada pelas mulheres, por todas as mu lheres. Todas as mulheres eram, em potencial, amantes de Tomas, e ela tinha medo. Num outro ciclo de sonhos, ela era conduzida à morte.

Uma noite em que ele a acordou quando urrava de terror, ela contou- lhe este sonho: Era uma grande piscina coberta. Éramos umas vinte. Somente mulheres. Havia uma cesta suspensa do teto, com um homem dentro.

Ele usava um chapéu de abas largas que lhe escondia o rosto, mas eu sabia que era você. Você nos dava ordens. Você gritava. Nesse momento, todas as outras se punham a rir e cantavam com mais força. O terceiro ciclo de sonhos contava o que lhe aconteceria depois de morta. Tereza gritava: Ora! Estou com todos os meus sentidos! E agora, com o mesmo riso, eles explicavam que ela estava morta e que essa era a ordem natural das coisas!

De repente teve vontade de urinar. Gritou: Mas estou com vontade de fazer xixi! Novamente riram às gargalhadas: É normal que você tenha vontade de fazer xixi! Uma outra palavra que tem mais ou menos o mesmo significado: piedade em inglês pity, em italiano pietà, etc. Ter piedade de uma mulher significa sentir-se mais favorecido do que ela, é inclinar-se, abaixar-se até ela.

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Na hierarquia dos sentimentos, é o sentimento supremo. Se alguma outra mulher tivesse feito isso com ele, nunca mais ele lhe dirigiria a palavra. Como Tereza sabia disso, dizia: Ponha-me para fora!

Isso o teria destruido. Ademais, isso lhe parecia supérfluo. Por que privar-se delas? Mas seria possível ainda falar de alegria?

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No ateliê, como que pairava a lembrança de sua vida passada, sua vida idílica de solteiro. Talvez nem ele mesmo se desse conta de como mudara: tinha medo de voltar tarde para casa porque Tereza o espe rava. Certa vez, Sabina percebeu que ele olhava o relógio durante o ato de amor, e que se esforçava para precipitar o fim. Acabara de vestir-se, conservava um pé descalço. Olhou à sua volta e em seguida ficou de quatro procurando alguma coisa sob a mesa.

O encontro de dois mundos.

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Uma meia. Ela revistou o quarto com ele, em seguida ele se pôs de quatro e recomeçou a procurar sob a mesa. Você anda muito distraído ultimamente.

Vou lhe emprestar uma meia! Ele sabia muito bem que era uma vingança. Ela escondera sua meia para puni-lo de olhar o relógio durante o amor. Voltou para casa com uma meia numa perna e na outra uma meia branca de mulher, enrolada no tornozelo.

O pai, o policial do vizinho. Levou-o para Tereza. Ela segurou o bichinho, apertou-o de encontro aos seios, e o animal imediatamente fez xixi em sua blusa. Em seguida foi preciso escolher um nome. Tomas queria que se soubesse, só pelo nome, que era o cachorro de Tereza, e lembrou-se do livro que ela trazia no braço no dia em que chegou a Praga sem avisar.

Propôs que o cachorro se chamasse Tolstói. Talvez Karenin. E isso, Karenin. E exatamente assim que sempre a imaginei. Resolveu encantar-se por Tereza. Tomas lhe era grato por isso.

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Temia por Tomas e oferecia-lhe um emprego. E por que eu iria? Aqui eles têm contas a ajustar com você. Mas diga-me: você poderia viver no estrangeiro? Depois que Dubcek voltou, tudo mudou disse Tereza. Era a festa inebriante do ódio. Mas nenhuma festa pode durar eternamente. Enquanto isso, os russos haviam forçado os representantes do povo tcheco, que tinham sido seqüestrados, a assinar um acordo com Moscou.

O acordo salvara o país do pior: das execuções e das deportações em massa para a Sibéria que todos temiam. Mas uma coisa apareceu claramente logo em seguida: a Boêmia seria forçada a se curvar diante do conquistador. Ela iria eternamente gaguejar, vacilar, tomar fôlego como Alexandre Dubcek. A festa terminara. Vivera os mais belos dias de sua vida quando fotografara os soldados russos nas ruas de Praga, expondo-se ao perigo.

Com seus blindados, os russos tinham lhe trazido a harmonia. Agora que a festa terminara, tinha de novo medo de suas noites e queria fugir delas. O desejo de Tereza de emigrar soou como uma sentença para Tomas. Submeteu-se, e um pouco mais tarde estava com Tereza e Karenin na maior cidade da Suíça.

Telefonou para Sabina em Genebra diversas vezes. Graças aos russos fiquei rica! Assim foi Sabina que veio a Zurique. Ela hospedou-se num hotel. Ficou olhando Tomas longamente, sem se mexer, sem dizer nada. Tomas também permaneceu imóvel, em silêncio. Subitamente, percebeu que estava comovido. Tirou-lhe o chapéu da cabeça, colocando-o sobre a mesinha-de cabeceira.

Depois fizeram amor sem dizer uma só palavra. Mas, como ele transportava consigo, por onde fosse, seu sistema de vida, como um apêndice de seu corpo, Tereza tinha sempre os mesmos sonhos. Tereza lhe anunciava que tinha voltado a Praga.

Sabia que ali deveria ser um apoio para Tomas, e sabia também que era incapaz disso. Queria evitar as conseqüências antes que fosse tarde demais. E pedia desculpas por levar Karenin. Ele tomou soníferos muito fortes mas só adormeceu de madrugada. Nem telegramas, nem telefonemas poderiam fazer Tereza voltar. Custava a acreditar, mas a partida de Tereza era definitiva. Tereza tinha decidido tudo por si própria. Foi almoçar num restaurante. Sentia-se triste mas durante o almoço o desespero inicial diminuiu, como se tivesse perdido o vigor, só restando a melancolia.

Um dia, Tereza chegou a sua casa sem ser convidada. Um dia, partiu da mesma maneira. Chegara com uma pesa da mala. Com uma pesada mala partira de volta.

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Pagou a conta, saiu do restaurante e foi dar uma volta pelas ruas, cheio de uma melancolia cada vez mais radiosa. Agora, o esforço tinha desaparecido, e só ficara a beleza. A aventura espreitava-o em cada esquina.

O futuro tornava-se de novo um mistério. Vivera acorrentado a Tereza durante sete anos ela havia seguido com o olhar todos os seus passos. Era como carregar bolas de ferro amarradas nos calcanhares. No momento, subitamente, seu passo estava mais leve. Quase voava. Na segunda-feira tudo mudou. Tomas examinava um doente, mas era Tereza que ele via em seu lugar.

Na segunda- feira, sentiu-se aniquilado por um peso que jamais conhecera. Estava com vergonha. Teve mil vezes vontade de contar tudo a ele, de lhe falar de Tereza e da carta que ela deixara sobre a mesa. O diretor do hospital estava realmente ofendido. Tomas levantou os ombros e disse: Es muss sein. Es muss sein. Tem de ser assim? Es muss sein! Tem de ser! Com um sorriso sereno, res pondeu suavemente, imitando o som da melodia de Beethoven: Muss es sein?

Tomas disse mais uma vez: Sim, tem de ser! Ja, es muss sein! O herói de Beethoven é um halterofilista que levanta pesos metafísicos. Tomas dirigia-se para a fronteira suíça e imagino que um Beethoven triste e cabeludo regia em pessoa uma banda de bombeiros que tocava para suas despedidas na fronteira uma marcha intitulada Es muss sein!

Mais tarde, depois de ter cruzado a fronteira tcheca, encontrou- se cara a cara com uma coluna de tanques russos. Foi obrigado a parar o carro num cruzamento e esperar uma meia hora até que atravessassem.

Toda a vida? Um ano? Um mês? Ou só uma semana? Como podia saber? Como podia verificar?

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Estava nesse ponto de suas reflexões quando abriu a porta do apartamento. Karenin saltou-lhe ao pescoço e lambeu-lhe o rosto, o que facilitou o momento do reencontro. O desejo de se jogar nos braços de Tereza desejo que sentiu ainda ao entrar no carro em Zurique desaparecera por completo. Estava diante dela no meio de uma planície coberta de neve e os dois tremiam de frio.

Virava de um lado para o outro ao lado de Tereza que dormia, e pensava no que ela lhe dissera alguns anos antes durante uma conversa insignificante. Falavam de seu amigo Z. Convencemo-nos de que Beethoven em pessoa, triste e de cabelos revoltos, toca seu Es muss sein! Sete anos antes, um caso difícil de meningite aparecera por acaso no hospital da cidade onde morava Tereza, e o chefe do departamento onde Tomas trabalhava havia sido chamado com urgência para uma consulta.

Havia cinco hotéis na cidade, mas Tomas hospedou-se por acaso no hotel em que Tereza trabalhava. Por acaso, tinha um momento disponível antes da partida do trem, e foi sentar-se no restaurante.

Tereza por acaso estava trabalhando, e por acaso servia a mesa de Tomas. Voltou para a Boêmia por causa dela. Era muito tarde. Tomas nasceu de um ditado Einmal ist keinmal , Tereza nasceu de ruídos de seu ventre. A primeira vez em que ela atravessou a soleira do apartamento de Tomas, suas entranhas foram tomadas por ruídos.

Com a idéia de sua audaciosa viagem esqueceu-se de comer. Esse suplício de ouvir suas tripas tomarem a palavra no momento em que estava face a face com Tomas! Passados dez segundos, felizmente Tomas abraçou-a, e ela pôde esquecer as vozes de seu ventre. Num passado remoto, o homem deve ter ouvido com assombro o som de batidas regulares que vinham do fundo de seu peito, sem conseguir saber o que seria aquilo.

O corpo era uma gaiola e dentro dela, dissimulada, estava uma coisa qualquer que olhava, escutava, tinha medo, pensava e espantava- se; essa coisa qualquer, essa sobra que subsistia, deduzido o corpo, era a alma. Depois que o homem aprendeu a dar nome a todas as partes de seu corpo, esse corpo o inquieta menos. Atualmente, cada um de nós sabe que a alma nada mais é que a atividade da matéria cinzenta do cérebro. A dualidade da alma e do corpo estava dissimulada por termos científicos; hoje, isso é um preconceito fora de moda que só nos faz rir.

Por isso, passava longos momentos em frente ao espelho. Esquecia que tinha diante de si o painel dos mecanismos psíquicos. Acreditava ver sua alma se revelando sob os traços do seu rosto. Quando conseguia, era um momento embriagador. Onde e quando tinha nascido esse gesto que mais tarde se tornaria a vida de Tereza? Ela nunca mais se esqueceu disso. Mais tarde, nos bancos do colégio, em vez de escutar o professor, ficava imaginando com que quadro se parecia. Quando chegou a época dos pedidos de casamento, teve nove pretendentes.

Todos se ajoelhavam em circulo em torno dela. Mas todos se ajoelhavam do mesmo modo e todos tinham a mesma calosidade nos joelhos. Muito cuidado! Assim nasceu Tereza. Pensava nos outros oito pretendentes e achava-os todos muito melhores que o nono. Um dia notou rugas à volta dos olhos e disse a si mesma que seu casamento tinha sido um erro.

Detestava os amantes com joelhos cobertos de calos. Tinha um intenso desejo de ajoelhar-se. Caiu de joelhos diante do trapaceiro e largou o marido e Tereza. O mais viril dos homens tornou-se o mais triste dos ho mens. Ela teve ainda três filhos. Todo mundo era culpado. Ela: o absurdo encontro de um espermatozóide do mais viril dos homens e de um óvulo da mais bela das mulheres. Suas palavras eram convincentes por que expressavam a experiência de uma mulher que havia perdido tudo por causa de seu filho.

Tereza escutava e acre ditava que o mais alto valor da vida era a maternidade, e que a maternidade era um grande sacrifício. Sentia-se culpada, mas era uma culpa indefinida, como o pecado original. Fazia tudo para expiar essa culpa. Estava disposta a tudo para poder merecer seu amor. Era pena, pois no colégio era a aluna mais dotada da turma.

Tinha vontade de educar-se, mas onde fazê-lo nessa pequena cidade? Enquanto lavava roupa, tinha um livro a seu lado no tanque. Você acha que ele vai arrancar um pedaço da sua beleza? A culpa da filha era imensa, até as infidelidades do marido nela estavam incluidas.

Ouviu-a rir às suas costas. Tereza veio passar um momento com elas acompanhada do filho de uma das senhoras, um garoto de dezesseis anos. Ela ria, e todas as mulheres a imitavam. E, imediatamente, ela mesma deu a resposta, dando sonoros peidos. Todas as mulheres riam. Na época em que os nove pretendentes se ajoelhavam em circulo à sua volta, ela tomava um cuidado escrupuloso com sua nudez. Era em termos de seu pudor que calculava o preço de seu corpo.

Agora podemos compreender melhor o sentido do vício secreto de Tereza e de suas longas e repetidas permanências diante do espelho. Foi assim no dia em que viu Tomas pela primeira vez. Esgueirava-se por entre os bêbados no restaurante, seu corpo envergado sob o peso das canecas de cerveja que carregava numa bandeja, enquanto sua alma estava no buraco do estômago ou no pâncreas. E ainda uma coisa: havia um livro aberto sobre a mesa. Nesse café ninguém jamais abrira um livro sobre a mesa.

Para Tereza, o livro era o sinal de reconhecimento de uma fraternidade secreta. Eram para ela aquilo que uma elegante bengala era para um dândi do século passado. Eles a distinguiam dos outros. A bengala era o toque que distinguia o dandi, mas que tambem o transformava num personagem moderno e na moda. O livro distinguia Tereza das outras moças, mas a transformava numa pessoa fora de moda.

E claro que ela era ainda muito jovem para poder captar o que havia de ultrapassado em sua pessoa. Falava num tom cortês e Tereza sentiu sua alma projetar-se por todas as veias, todos os capilares, todos os poros, para ser percebida por ele. Só o acaso pode ser interpretado como uma mensagem. Somente o acaso tem voz. Estava sozinho numa mesa diante de um livro aberto.

Levantou os olhos para ela e sorriu: Um conhaque, por favor. Havia reconhecido Beethoven. Ela o conhecera desde que um quarteto de Praga tinha vindo à pequena cidade fazer uma temporada. Tereza, como sabemos, pretendia se educar , foi ao concerto. A estava vazia. Viu-se sozinha com o farmacêutico e a mulher. Desse dia em diante Beethoven tornou-se para ela a imagem do mundo do outro lado , a imagem do mundo ao qual aspirava pertencer.

Você pode incluir isso na minha conta do hotel? O que existe de engraçado nisso? E eu pego o trem às sete horas disse o desconhecido. Teria compreendido seu discreto recado?

Saindo do restaurante, sentia-se nervosa. Ele estava sentado num banco amarelo de onde podia ver a entrada do restaurante. Talvez tenham sido esses pequenos acasos por sinal bem modestos e banais, dignos dessa pequena cidade insignificante que acionaram seu amor, e que se transformaram na fonte de energia onde ela se abasteceu até o fim. Nossa vida quotidiana é bombardeada de acasos, mais exatamente encontros fortuitos entre as pessoas e os aconte cimentos aquilo que chamamos de coincidências.

Na sua imensa maioria, essas coincidências passam completamente despercebidas. Se bem que o encontro de Beethoven com um açougueiro seja também uma curiosa coincidência. No princípio do pesado livro que Tereza carregava embaixo do braço no dia em que viera para a casa de Tomas, Ana encontra Vronsky em circunstâncias estranhas. No fim do romance, é Ana que se atira sob um trem. Porque é assim mesmo que é composta a vida humana. Ela é composta como uma partitura musical.

Ana poderia ter posto fim a seus dias de outra maneira. O homem inconscientemente com põe sua vida segundo as leis da beleza mesmo nos instantes do mais profundo desespero. Enquanto se olhava, ficou com medo: sentiu que sua garganta estava irritada. Sentia vergonha. Em menos de um minuto estavam fazendo amor.

Durante o amor, gritou. Era gripe. A extremidade que levava ar para seus pulmões estava vermelha e entupida. Depois, voltou outra vez com uma pesada mala onde havia amontoado todos os seus pertences, resolvida a nunca mais voltar para a pequena cidade de província. Ele convidou-a para ir à sua casa na noite seguinte. Ela passou a noite num hotel barato. Era como se este fosse seu bilhete de entrada para o universo de Tomas.

Para evitar o choro tornou-se loquaz, falava alto e ria. Estaria ela de olhos fechados? Volte para o lugar de onde veio! Todo o seu apetite de viver estava suspenso por um fio: a voz de Tomas, que fizera subir às alturas a alma timidamente escondida nas entranhas de Tereza. Queria ela mesma tirar fotografias. Em pouco tempo conseguiu publicar suas próprias fotografias na revista e deixou o laboratório para trabalhar entre os fotógrafos profissionais.

Segurou-lhe a cintura e pôs-se a dançar com ele pelo quarto. Era uma espécie de dança campestre, uma série de passos extravagantes. Levantava a perna muito alto, dava grandes saltos desajeitados, arrastando-o pelos quatro cantos do quarto. Infelizmente, dentro de pouco tempo ela, por sua vez, tornou-se ciumenta. Quando uma mulher fazia um movimento em falso, ele a matava com um tiro de revólver.

Desde o começo era um sonho atroz. Andar nua, com passo militar, entre outras mulheres nuas, era para Tereza a imagem típica do horror. Havia ainda um detalhe horrível no princípio do sonho: todas as mulheres tinham de cantar! Era a jubilosa solidariedade dos embrutecidos. Tereza cantava com elas, mas sem alegria. E por que era Tomas quem atirava? Por que queria também atirar em Tereza?

Porque fora ele que pusera Tereza no meio dessas mulheres. Viera viver com ele para escapar do universo materno, em que todos os corpos eram idênticos. Ele a devolvia ao universo do qual pensara ter escapado. Ele a fazia desfilar nua com outras mulheres fluas. O primeiro, em que gatos eram torturados, falava dos sofrimentos por que passara. Esses sonhos eram eloqüentes, mas, além disso, eram belos. Esse é um aspecto que escapou a Freud na sua teoria dos sonhos. O sonho é a prova de que imaginar, sonhar com aquilo que nunca aconteceu.

Tomas vivia sob o encanto hipnótico da beleza angustiante dos sonhos de Tereza. Tereza, querida Tereza, parece que você se afasta de mim. Aonde quer ir? Todos os dias você sonha com a morte, como se realmente quisesse partir Compreendo tudo. Sei que você me ama. Olhava para ele com amor, mas temia a noite que ia chegar, tinha medo de seus sonhos. Sua vida partira-se em duas. Ela era o joguete de uma luta entre a noite e o dia.

O que é a vertigem? O medo de cair? Mas por que sentimos vertigem num mirante cercado por uma balaustrada? E a voz do vazio embaixo de nós, que nos atrai e nos envolve, é o desejo da queda do qual logo nos defendemos aterrorizados.

E a sua vertigem: ela ouve um chamado muito doce quase alegre que a convida a renunciar ao destino e à alma. Era o fato de nunca ter ouvido esse tom que lhe dera forças para sair de casa. E essa vontade era ainda mais intensa porque se sentia fraca.

As infidelidades de Tomas lhe revelavam de repente sua impotência, e desse sentimento de impotência nascia a vertigem, um imenso de sejo de cair. Estava com câncer, dizia, e tinha apenas alguns meses de vida. Diante dessa notícia, o desespero em que Tereza mergulhara por causa das infidelidades de Tomas transformou-se em revolta. Agora podia compreendê-la. Havia um desafio em sua voz. Sentia um desejo irresistível de cair. Vivia numa vertigem contínua.

Quem cai diz: Levante-me! Pacientemente, Tomas a levantava. Seu corpo seria seu alter ego, seu segundo e seu assistente. Eles se abraçaram e ela murmurava: Vou despi-las para você, darei banho nelas e as levarei até você Queria que ambos se transformassem em criaturas hermafroditas e que os corpos das outras mulheres se transformassem para eles num brinquedo comum. Ofereceu-se para tirar uma série de fotografias de seus quadros.

Sabina convidou-a para ir ao ateliê. E uma vergonha você nunca ter vindo aqui!

Apanhou um quadro antigo, que pintara quando era estudante. Obedecendo ao estilo da época, o traço do pincel era imperceptível, o que dava a seus quadros a aparência de fotografias coloridas. Eu tinha estragado este quadro. Tinha deixado escorrer sobre ele tinha vermelha. Seria expulsa da escola. Uma paisagem e ao fundo, em transparência, uma lâmpada de cabeceira acesa.

Quase esqueceu que tinha vindo tirar fotografias. Sabina sorriu: Este chapéu-coco era do meu avô. Chapéu como aquele, preto,. Charlie Chaplin estava sempre com um. Sorriu, pegou o chapéu e examinou-o longamente. Ao fim de certo tempo disse: E se eu fotografasse você nua? É disse Tereza, repetindo corajosamente a proposta. Isso exige uma bebida disse Sabina, indo abrir uma garrafa de vinho.

Sabina falou por muito tempo do chapéu-coco e do avô. Tendo esvaziado seu terceiro copo, falou: Espere um minuto! Voltou vestida com um quimono. Sabina abriu o quimono. Foi preciso um bom momento para que Sabina se decidisse a tirar o quimono. Depois de ter posado alguns minutos, aproximou-se de Tereza e disse: Agora é minha vez de fotografar você. Tire a roupa! Estas palavras tire a roupa , que Sabina ouvira tantas vezes da boca de Tomas, tinham ficado gravadas em sua memória.

Era portanto a ordem de Tomas, que a amante agora dirigia à esposa. Nesse momento ele jamais tocava aquela a quem se dirigia. Mesmo a Tereza, ele dizia muitas vezes, exatamente no mesmo tom: Tire a roupa!

A Insustentável Leveza do ser (Ediзão de Bolso)

E, embora dissesse isso com doçura, embora só murmurasse, era uma ordem, e ela se sentia sempre excitada só em obedecer-lhe. Tereza estava de pé, nua e desarmada diante dela. Estava à mercê da amante de Tomas. Essa docilidade a excitava. Tereza fez a mesma coisa, e as duas se vestiram. Tereza passou nas ruas aqueles sete dias fotografando os soldados e oficiais russos em toda sorte de situações comprometedoras.

Os russos foram apanhados de surpresa. Tereza gastou centenas de filmes tirando fotos. Muitas dessas fotos foram publicadas pela imprensa ocidental: nelas se viam tanques, punhos ameaçadores, prédios destruidos, mortos cobertos com uma bandeira tricolor ensangüentada, jovens de moto que a toda velocidade circulavam em torno dos tanques agitando bandeiras tchecas na ponta de longas varas, e meninas muito jovens, com minissaias incrivelmente curtas, que provocavam os infelizes soldados russos, sexualmente famintos, beijahdo às suas vistas transeuntes desconhecidos.

Ia oferecê- las a uma revista de grande tiragem. O acontecimento estava agora mui to distante. Mas nada acabou em Praga! Ninguém mais se interessava por isso! O redator-chefe sentiu-se aliviado quando uma mulher enérgica entrou na sala interrompendo a conversa. Entregou-lhe uma pasta: Estou lhe trazendo uma reportagem sobre uma praia de nudistas.

O redator-chefe era suficientemente arguto para temer que essa tcheca que fotografava tanques achasse bastante frivola a imagem de pessoas nuas numa praia. Trouxe-me fotografias esplêndidas. Enquanto isso, dê uma olhada nas minhas! Tereza debruçou-se sobre a pasta e retirou as fotogra fias. Tereza respondeu: Absolutamente! E exatamente a mesma coisa.

Acho que o tema a deixou chocada disse a fotógrafa. O redator-chefe sorriu: Vê-se logo de onde você veio. A fotógrafa acrescentou com uma amabilidade maternal: Corpos nus! E dai? E normal! Tudo que é normal é belo! Você sabe a que me refiro! Aquelas garotas em poses provocantes!

Os casais se beijando em frente aos tanques russos? Você daria uma excelente fotógrafa de modas. De preferência uma moça que, como você, esteja começando. Em seguida, você poderia fazer algumas cópias para apresentar a uma agência. Evidentemente você precisaria de certo tempo para se tornar conhecida. Enquanto isso, poderia talvez fazer alguma coisa por você.

Talvez ele esteja precisando de fotografias. Cactos, rosas, coisas assim. Agradeço muito disse Tereza com sinceridade, percebendo que a mulher sentada à sua frente estava cheia de boa vontade.

Mas em seguida disse para si própria: por que iria eu fotografar cactos? Nunca fora ambiciosa por vaidade. Disse: Sabe, meu marido é médico e pode me sustentar. Só um cacto é eternamente atual. Disse: É muito gentil de sua parte, mas prefiro ficar em casa. A fotógrafa indagou: Isso de ficar em casa lhe satisfaz? Tereza respondeu: Prefiro isso a fotografar cactos.

Tereza disse ainda contrariada : Claro que sou feliz! A fotógrafa replicou: Uma mulher que diz isso é forçosamente muito Tereza completou: Você quer dizer: seguramente muito limitada.

Feliz por ter Karenin e por dar longos passeios em companhia dela! Obrigaram-no a sentar- se a uma mesa em frente de Brejnev, para negociar. Voltou humilhado e falou a um povo humilhado. Tereza jamais esqueceria aquelas pausas atrozes no meio das frases. Estaria ele no limite das forças? Ou seria apenas desespero? Esses silêncios continham todo o horror que se abatera sobre o pais. Naquele momento, todos aqueles que estavam na sala, ouvindo Dubcek, o odiavam. Qualquer homem é fraco quando se vê diante de uma força superior, mesmo que tenha um corpo atlético como o de Dubcek.

Compreendeu que fazia parte dos fracos, do lado dos fracos, do país dos fracos, e que deveria ser fiel a eles, justamente porque eram fracos e procuravam recobrar o fôlego entre as frases.

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Sentia-se atraida por essa fraqueza como por uma vertigem. Sentia-se atraida porque ela mesma se sentia fraca. Ela fugiu. O que é que posso fazer por você?

Quero que você fique velho. Dez anos mais velho. Vinte anos mais velho! Com isso queria dizer: quero que você fique fraco. Detestava mudanças. Em Praga, bastava que comprassem uma poltrona nova ou que mudassem um vaso de flores do lugar para que Karenin ficasse indignado.

Seu sentido do tempo ficava perturbado. No entanto conseguiu logo restabelecer no apartamento de Zurique a antiga maneira de passar o tempo e os antigos rituais. Depois saia com Tereza para as primeiras compras matinais e exigia, como em Praga, que a levassem para passear regularmente.

Karenin era o relógio de suas vidas. Certo dia, quando voltavam de um passeio, o telefone tocou. Levantou o fone e perguntou quem era. A voz era impaciente e Tereza sentiu nela um tom de desprezo. Compreendeu que perdera o pouco da força que tinha quando ainda morava em Praga, e que era absolutamente incapaz de suportar um incidente, que, no fim das contas, era bem insignificante.

Aqui dependia dele para tudo. O que seria dela aqui se ele a abandonasse? Deveria passar toda a vida com medo de perdê-lo? Dizia a si mesma que, desde o começo, o encontro deles estava apoiado sobre um erro. Ana Karenina, que ela segurava embaixo do braço nesse dia, era a falsa carteira de identidade da qual se servira para enganar Tomas.

Ela era como Dubcek, que fazia uma pausa de meio minuto no meio de uma frase. Mas era justamente o fraco que deveria saber ser forte e partir, quando o forte é fraco demais para poder ofender o fraco. Era isso o que dizia a si própria. Era estranho que agora pensasse nele. Ele encarnava para ela tudo o que lhe repugnava. Bem, aqui estou! Era a vertigem. Eu poderia dizer que a vertigem é a embriaguez causada pela nossa própria fraqueza.

Voltaria para a pequena cidade de onde a voz de Tomas a arrancara. Retardou a partida. Assim, no fim de cinco dias Tomas subitamente apareceu no apartamento. Karenin saltava-lhe ao rosto, poupando-os durante um longo momento da necessidade de se falarem. Estavam os dois um em frente ao outro, no meio de uma planície gelada e tremiam de frio. Perguntou: Tudo bem?

Você esteve no jornal? O quê? Tomas estava desesperado e com dor de estômago. Dormiu muito tarde. Alguns momentos depois Tereza acordou. Os aviões russos ainda voavam no céu de Praga e dormia-se mal com esse barulho. Seu primeiro pensamento foi: ele voltara por sua causa. Por sua causa havia mudado de destino.

Essa responsabilidade parecia-lhe acima de suas forças. Depois lembrou-se: ontem ele aparecera na porta do apartamento e alguns momentos depois, de uma igreja de Praga, soaram as seis horas.

Ela o via diante de si, sentado num banco amarelo, e escutava o badalar dos sinos. Até a universidade fica num parque. Estava de excelente humor. Dirigia-se à casa de sua amante, que morava a algumas ruas dali. Se fizessem amor em seu ateliê de Genebra, estaria passando de uma mulher para outra, da esposa à amante e inversamente, num só dia. Ora, como em Genebra maridos e mulheres dormem à francesa na mesma cama, estaria passando da cama de uma para a cama da ou tra num espaço de poucas horas.

Era convidado muitas vezes para pronunciar conferências em universidades estrangeiras, e agora apressava- se em aceitar todos esses convites. Sua amiga, que dispunha de tempo, acompanhava-o. Dentro de dez dias, se você quiser vamos a Palermo disse ele.

Prefiro Genebra. De pé, em frente ao cavalete, ela examinava um quadro inacabado. Franz tentou brincar: Como pode viver sem conhecer Palermo? Conheço Palermo disse ela. Depois ela acrescentou: Ouça a história de um poeta do começo do século. Um dia, disse-lhe: Levante a cabeça, Mestre, e olhe!

E o primeiro aeroplano que passa sobre a cidade! Pois veja, eu também posso imaginar Palermo. Franz estava contrariado. Para ele, a resposta Prefiro Genebra! Como explicar essa falta de segurança diante da amante? Aquele que se entrega ao outro como um prisioneiro de guerra deve antes entregar todas as armas. Posso, portanto, dizer que o amor era para Franz a espera contínua do golpe que iria atingi-lo.

Voltou com uma garrafa de vinho. Abriu-a em silêncio e encheu dois copos. Sentiu um grande peso sair do seu peito e achou-se ridículo. As palavras Prefiro Genebra! Ela levantou o copo e esvaziou-o de um trago. Franz levantou o seu, e também bebeu. Abster-se de dormir com sua amante em Genebra era de fato um castigo que ele infligia a si mesmo para se punir de ser casado com outra.

Cada vez que se deitava na cama ao lado da mulher, pensava na amante, que por sua vez o imaginava deitando-se ao lado da mulher. Todas as vezes sentia-se envergonhado; por isso queria colocar o maior espaço possível entre a cama em que dormia com sua mulher e a cama em que dormia com a amante. Depois corno se de repente se desse conta de que havia mais alguém , pousou em Franz um longo olhar.

Tirou a saia. No mesmo instante, a imagem no espelho transformou- se: via-se uma mulher com roupas de baixo, bela, inacessível, fria, cuja cabeça estava coberta por um chapéu-coco bastante excêntrico. Uma História de Xadrez. Caso o mesmo volte a ficar disponível, poderemos notifica-lo, bastando para tal que nos indique o seu endereço de email.

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