minmatt.info

Baixe e compartilhe arquivos com seus amigos no meu blog

BAIXAR BONDE DAS MARAVILHAS SENTA EM CAMERA LENTA


MUSICA BONDE DAS MARAVILHAS SENTA EM CAMERA LENTA BAIXAR - Siko e Dog Part. Amarca e Klose - Deixa Ela Beber DeDe - Minha Pequena Eva . BAIXAR MUSICA DO BONDE DAS MARAVILHAS SENTA EM CAMERA LENTA - Trio Ternura - Bora Ostentar Amor Verdadeiro - O Amor Reny e a Galera - Vem. BAIXAR BONDE DAS MARAVILHAS SENTA EM CAMERA LENTA - Mc Vertinho - Voce Quer Mc Dinho e Romano - Aquecimento. Banda Espartilho - Esquece.

Nome: bonde das maravilhas senta em camera lenta
Formato:ZIP-Arquivar
Sistemas operacionais: MacOS. iOS. Windows XP/7/10. Android.
Licença:Grátis!
Tamanho do arquivo:21.72 Megabytes

Ou aconteceu pelo design inteligente? Banda Fulguras - Lembraça Que Restou. Kit de duelo 1. Se o indígena quiser a carga, também ele tem de fazer aquelas coisas. Gretchen sorriu e, como nada mais tivesse a perguntar, ficou a brincar com uma das tranças. Que "substância"? Banda Kitara - Tiro No Escuro. O que exatamente se quer dizer com "essência"? Deus - Existência 3. Crebillon lançou um olhar perscrutador ao negro, que, de pé, os braços caídos ao longo do corpo, acompanhava o almoço prestando-se gentilmente a ir rapar os pratos no mirante para que servissem a outras iguarias:. Isso funciona direitinho para o exemplo de mentir. Existem outras variações mais complexas de olho por olho que sob algumas circunstâncias podem ter vantagem. Ruy Vaz sorriu reacendendo o cachimbo e Anselmo, pondo-se de pé, exclamou:. As nossas noites, as nossas florestas, o encanto daquela vida que tem ainda um vago sabor paradisíaco, a simplicidade daqueles costumes! Anda pra cima, Vidinha.

BAIXAR MUSICA DO BONDE DAS MARAVILHAS SENTA EM CAMERA LENTA - Trio Ternura - Bora Ostentar Amor Verdadeiro - O Amor Reny e a Galera - Vem. BAIXAR BONDE DAS MARAVILHAS SENTA EM CAMERA LENTA - Mc Vertinho - Voce Quer Mc Dinho e Romano - Aquecimento. Banda Espartilho - Esquece. Clique agora para baixar e ouvir grátis DJ ALAN KENNY BONDE DAS MARAVILHAS ESPECIAL postado por SoloveCDs em 02/02/ Gheyz kazme download anti. Oct 14, · • Todos Direitos Reservados: MC Vih • Faça download: MC LON & BONDE. easy way to take and get it music free Bonde. BAIXAR BONDE DAS MARAVILHAS THALIA SENTA EM CAMERA LENTA - Na América, as pessoas toleram as suas imagens no espelho ou numa foto, mas.

Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook. Pontos para djs. Mc's: Meninos Da Net. CD: Ao Vivo []. Creditos: Blog Dos Bregueiros. Servidor: MediaFire. Banda: Musa Do Calypso. DJ Douglas - Promocional Vol. Playlist -. Banda: Bonde Das Maravilhas. Ritmo: Funk. Bregas De Maio []. Mc Galego e Juninho Part. Banda Twsiter - Eu Fui Canalha. Banda Swing Quente - Agora é Tarde. Trio Gayato - Novinha Pica Pau. Mc Leozinho - Tô Com Dinheiro. Marcia Samppayo - Mais Um Dia.

Banda Brega Nóz Part. Maycom e Gago - Fiel e Puta. Amor Verdadeiro - Fui Traido. Amor Verdadeiro - O Amor. Betinho e Adoma - Apois Viu. Junior Paz - Eu Te Direi. Wadinho Boroca e Os Debochados - Empinadinha. Banda Espartilho - Esquece Você. Banda Extasy - Esquecer Você.

Banda Torpedo Part. Danny Bala Part. Mc Leozinho - Vai Sentando. Os Abusados Part. Banda Ardente - Sem Você. Banda Fulguras - Lembraça Que Restou. Nova Cyclone - Volta Amor.

Banda Efeito A - Vou Assumir. Banda Efeito A - Erro Bom. Mc Ciro - Eita novinha. Junior Do Reco Part. Mc Danilo e Nedved - Quebra Quebra. Mc Dinho e Romano - Aquecimento. Nada que fosse apenas rítmico, porém, anunciaria nossa presença inteligente para o universo à espera. Como deveríamos responder?

Suas conquistas tecnológicas nos pareceriam sobrenaturais, como as nossas pareceriam a um camponês da Idade Média que fosse transportado ao século XXI. Como disse Arthur C. Clarke, em sua Terceira Lei, "qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da magia". Num sentido muito importante, que toca no cerne deste livro. As leis da probabilidade vetam a idéia de que eles possam ter aparecido espontaneamente sem ter antecedentes mais simples.

Ela elevou a vida da simplicidade primeva a altitudes estonteantes de complexidade, beleza e aparente desígnio que hoje nos deslumbram. Nada se move sem um motor anterior. Alguma coisa teve de fazer a primeira se mover, e a essa alguma coisa chamamos Deus.

Nada é causado por si só. Ela só é concluída por uma causa primeira, a que chamamos Deus. Karen Owens captou esse divertido paradoxo em um verso igualmente cativante: Pode Deus onisciente, que Sabe o futuro, encontrar A onipotência de Mudar Sua idéia futura?. Isso para dizer o menos, como veremos adiante.

Percebemos que as coisas do mundo diferem entre si. Isso é um argumento? As coisas do mundo, especialmente as coisas vivas, parecem ter sido pro-jetadas. Nada que conhecemos parece ter sido projetado a menos que tenha sido projetado.

Tem de haver, portanto, um projetis-ta, e a ele chamamos Deus. Infelizmente para Paley, o Darwin maduro virou a mesa. Foi totalmente inesperado. Retornarei ao argumento do design no capítulo 4. É possível conceber, disse Anselmo, um ser sobre o qual nada de melhor possa ser concebido. Deixe-me traduzir esse argumento infantil para a linguagem apropriada, a linguagem do parquinho: "Aposto com você que consigo provar que Deus existe.

DAS CAMERA SENTA BAIXAR BONDE MARAVILHAS LENTA EM

Imagine a coisa mais perfeita, perfeita, perfeita possível. Ela existe? Pois, quando ouve isso, ele entende. E qualquer coisa que seja entendida existe no entendimento. Os gregos tiveram grandes dificuldades para engolir a "prova" de Zeno de que Aquiles jamais alcançaria a tartaruga. Suspeito que ele fosse um ateu exageradamente justo, disposto demais a ser desiludido se a lógica parecesse assim exigir.

Por outro lado, Russell era um grande filósofo. Russell ganhou o prémio Nobel. Johnson para a Liberdade e a Verdade". O primeiro ganhador do prémio Phillip E. Johnson foi Phillip E. A universidade que entrega o prémio é a biola, o Instituto da Bíblia de Los Angeles.

Talvez isso só indique que sou mais cientista que filósofo. Os filósofos, no decorrer dos séculos, levaram mesmo o argumento teológico a sério, tanto contra ele como a favor. O filósofo ateu J. As refutações mais definitivas do argumento ontológico costumam ser atribuídas aos filósofos David Hume e Im-manuel Kant Eles se sentiram impelidos a recorrer à Lógica Modal para provar que eu estava errado.

Nesse caso teremos m é igual a infinito vezes nada. Contudo, como B. Portanto, somos imortais". Mas uma criança sobreviveu só com queimaduras de terceiro grau. Portanto, Deus existe. Isso seria ruim. Creio mesmo em Deus! Creio, creio, creio, creio. Hoje ela percebe seu erro. O argumento pode parecer pouco convincente, mas ele realmente representa uma vertente bem popular. Assim como os sonetos de Shakespeare.

Você tem de escolher os oito discos que levaria se fosse para uma ilha deserta. Sua enorme riqueza havia transformado a Igreja no patrono dominante das artes. Para abordar o argumento pelo outro lado, e se, como me sugere minha mulher, Shakespeare tivesse sido obrigado a trabalhar em encomendas da Igreja? Certamente teríamos perdido Hamlet, Rei Lear e Mac-beth.

E o que teríamos ganhado em troca? Ou, para falar de modo mais desdenhoso, talvez seja uma espécie de inveja da genialidade. Deve ter sido Deus quem fez. Meu amigo jamais esqueceria aquela experiência terrível, e ela foi um dos fatores que mais tarde o levaram a ser ordenado.

Dois deles, por acaso, eram ornitólogos experientes, e caíram na gargalhada. Ou que ele fala com eles dentro de sua cabeça. Esse argumento da experiência pessoal é o mais convincente para aqueles que afirmam ter passado por uma.

Mas é o menos convincente para todo o resto, e para qualquer pessoa que conheça psicologia. Você diz que sentiu Deus diretamente? George W. Nosso cérebro constrói um modelo que é constantemente atualizado: atualizado por pulsos codificados que circulam pelo nervo óptico, mas de toda forma construído. A figura para a qual olhamos parece, quase literalmente, virar uma outra coisa. Por que isso acontece? Ele é bem capaz de construir "visões" e "visitas" com enorme poder de veracidade.

Um clarinete que toque a mesma nota soa "amadeirado", e um oboé soa mais "caniçado", por causa dos equilíbrios diferentes na harmonia. Uma vez, quando era criança, ouvi um fantasma: uma voz masculina murmurando, como se recitando ou rezando. Tinham me contado histórias sobre os esconderijos de padres nas casas antigas, e eu estava um pouco assustado. O rosto em si, e seu ar malévolo, tinha sido construído em meu cérebro apavorado. O cérebro humano é muito bom em construir modelos. Ou que a história esteja errada por registrar que 70 mil pessoas alegaram ter visto o sol dançar.

Se você teve uma experiência dessas, pode ser que acredite firmemente que ela foi real. Um argumento comum, atribuído, entre outros, a C.

Uma quarta possibilidade, quase óbvia demais para ser mencionada, é a de que Jesus estivesse honestamente enganado. Muita gente se engana. Todos eles foram copiados e reco-piados, ao longo de muitas "gerações de telefones sem fio" veja o capítulo 5 , por escribas sujeitos a falhas e que, por sinal, tinham suas próprias agendas religiosas. Um bom exemplo da cor acrescentada pelas agendas religiosas é a tocante lenda do nascimento de Jesus, em Belém, seguida do massacre dos inocentes por Herodes.

Quando os evangelhos foram escritos, muitos anos depois da morte de Jesus, ninguém sabia onde ele tinha nascido. Mateus e Lucas lidaram com o problema de outra forma, concluindo que Jesus devia ter nascido em Belém, no fim das contas. Mateus coloca Maria e José em Belém desde sempre, tendo mudado para Nazaré só muito tempo depois do nascimento de Jesus, na volta do Egito, para onde tinham fugido do rei Herodes e do massacre dos inocentes.

Lucas, por outro lado, admite que Maria e José moravam em Nazaré antes de Jesus nascer. José era "da casa e da linhagem de Davi" e portanto tinha de ir para a "cidade de Davi, que é chamada de Belém". Tirando o fato de que, do ponto de vista histórico, ela é completamente absurda, como apontaram A.

Davi, se existiu, viveu quase mil anos antes de Maria e José. Por que diabos os romanos teriam exigido que José voltasse para a cidade onde um ancestral remoto havia vivido um milénio antes?

Lane Fox conclui que "a história de Lucas é historicamente impossível e internamente incoerente", mas solidariza-se com o empenho e o desejo de Lucas de fazer cumprir a profecia de Miquéias. O acadêmico bíblico americano Bart Ehrman, num livro cujo subtítulo é Quem mudou a Bíblia e por quê, revela as imensas incertezas que obscurecem os textos do Novo Testamento. Isso se comprovou; e nós, seus leitores, somos os maiores beneficiados.

O título principal do meu exemplar do livro, publicado pela Continuum de Londres, é Whose word is it? Presumo que os dois sejam o mesmo livro, mas por que os editores fazem esse tipo de coisa?

Puxa vida, se isso tivesse sido mais divulgado, quantas vítimas de missões suicidas poderiam ter sido salvas? Ibn Warraq, "Virgins? What Virgins? Nesse aspecto, é exatamente como os evangelhos. Bertrand Russell "Newton era religioso. Quem é você para se achar superior a Newton, Galileu, Kepler etc. Se Deus era bom o suficiente para gente como eles, quem você pensa que é?

Newton realmente afirmava ser religioso. Houve exceções, é evidente, em ambas as direções. Mesmo antes de Darwin, nem todo mundo era crente, como mostra James Haught em seu years ofdisbelief: Famous people with the courage to doubt [ anos de descrença: Pessoas famosas com coragem de duvidar]. Lalla Ward acrescenta: "Para que leitos de morte? Se você vai se vender, faça isso na hora certa, a tempo de ganhar o prémio Templeton, e depois ponha a culpa na senilidade".

Desconfio que a maioria dos mais recentes é religiosa apenas no sentido einsteiniano, o que, como argumentei no capítulo l, é um uso equivocado da palavra. Os três ou ganharam o prémio Templeton ou fazem parte do conselho consultor da Templeton. Para ele, era o equi em dia. Ele respondeu: "Virtualmente nenhum. Mas estou esperando ansiosamente um gostoso almoço". E realmente tivemos um gostoso almoço. O empenho dos apologistas para encontrar cientistas modernos destacados que sejam religiosos tem um certo ar de desespero, produzindo o som inconfundível de raspar o fundo da panela.

O fato de os cientistas americanos serem menos religiosos que o povo americano em geral é exatamente como eu teria imaginado, assim como o de os cientistas mais destacados serem os menos religiosos. Nossa pesquisa sugere uma realidade diferente.

Alberts, ao que parece, adotou o MNI pelos motivos que discuti em "A escola Neville Chamberlain de evolucionistas" veja o capítulo 2. O Answers in Genesis tem uma agenda bem diferente. Quando este livro foi impresso, meus colegas R. A imensa maioria dos integrantes da Royal Society, assim como a imensa maioria dos academicos dos EUA, é de ateus. Para os detalhes, e para o restante de suas interessantíssimas conclusões, por favor confira o trabalho deles quando ele for publicado.

Michael Shermer, em How we believe: The searchfor God in an age ofscience [Como acreditamos: a busca por Deus na era da ciência], descreve uma grande sondagem com americanos escolhidos aleatoriamente, realizada por ele e seu colega Frank Sulloway. Sociólogos que estudaram crianças britânicas observaram que apenas uma entre cada doze rompe com as crenças religiosas dos pais.

Como era de esperar, pesquisadores diferentes mensuram as coisas de formas diferentes, por isso é difícil comparar estudos diferentes. Seria bom haver mais estudos nessa linha, e mais estudos com integrantes de grupos de elite, de outras academias nacionais e com vencedores de prémios e medalhas importantes como o Nobel, o Crafoord, o Field, o Kyoto, o Cosmos e outros. Espero que as edições futuras deste livro incluam esse tipo de dado. Acredite em Deus. Posso decidir ir à igreja e posso decidir recitar a novena, e posso decidir jurar sobre uma pilha de Bíblias que acredito em cada palavra escrita nelas.

A aposta de Pascal só poderia servir de argumento para uma crença fingida em Deus. O modelo de luxe é anunciado como "capaz de acreditar em coisas que ninguém de Salt Lake City acreditaria". Ou a sinceridade? E se Deus for um cientista que considera a busca honesta pela verdade a virtude suprema? Você apostaria que Deus valorizaria mais uma crença fingida e desonesta ou mesmo uma crença honesta que o ceticismo honesto? Imagine que assumamos que realmente haja uma pequena chance de Deus existir.

Hesitei em incluir esse argumento, que é mais fraco e menos incensado pela antiguidade que os outros. Além disso, a tentativa quixotesca de Unwin de dar um valor numérico à probabilidade é bem divertida. É melhor encarar o livro como um manual, uma espécie de Teorema de Bayes para leigos, usando a existência de Deus como um estudo de caso semi-irônico. Unwin podia muito bem ter usado um assassinato hipotético como caso-prova para demonstrar o Teorema de Bayes.

O detetive organiza as evidências. As impressões digitais no revólver apontam para dona Violeta. Quantifi que essa suspeita jogando sobre ela uma probabilidade numérica.

Reduza a suspeita sobre dona Violeta com um valor numérico correspondente. Quantifique nossa suspeita mais elevada sobre o coronel Mostarda. Mas o longo fio de cabelo loiro no blazer da vítima só pode pertencer à srta.

EM BAIXAR SENTA CAMERA LENTA MARAVILHAS DAS BONDE

Unwin é um consultor de risco apaixonado pela inferência bayesiana e que muita contra métodos estatísticos rivais. Como assim? Parece piada, mas é assim mesmo que ele procede. Ele os discute e, como bom estatístico, descarta-os, classificando-os como vazios. Acho que ele deve levar o crédito por isso, embora seu motivo para descartar o argumento do design seja diferente do meu. A "teodicéia" a justificativa da providência divina diante da existência do mal tira o sono dos teólogos.

Mas esse é um argumento que só vai contra a existência de um Deus bom. Podem-se encontrar teólogos comprando todas essas racionalizações. O argumento gira em torno da conhecida pergunta: "Quem criou Deus? O nome vem da interessante imagem do Boeing e do ferro-velho, de Fred Hoyle.

A chance de se montar um cavalo, um besouro ou um avestruz plenamente funcionais misturando aleatoriamente suas partes pertence ao mesmo terreno do É a Hipótese de que Deus Existe que tenta tirar alguma coisa do nada.

Deus é o Boeing Definitivo. Mas muitas pessoas definem "surgir por acaso" como sinónimo de "surgir na ausência de um design deliberado". Depois de Darwin, todos nós deveríamos desconfiar, no fundo dos ossos, da simples idéia do design. Quem dera ele tivesse sido bem-sucedido com todos nós.

Que conscientizadores esplêndidos seriam esses mapas, pendurados nas paredes de nossas salas de aula do hemisfério norte! O mapa as intrigaria e as conscientizaria.

Quando passa nosso calafrio filológico e paramos de dar risada, "herstory" nos mostra a história a partir de um ponto de vista diferente. Ele ou ela deve perguntar a si mesmo ou a si mesma se o senso de estilo dele ou dela vai um dia permitir que ele ou ela escrevam desse jeito. Mas, se conseguirmos deixar de lado a infelicidade imposta à língua, isso nos conscientiza para os sentimentos de metade da raça humana.

Homem, humanidade [mankind],os Direitos do Homem, todos os homens foram criados iguais, um homem, um voto — o inglês parece excluir as mulheres com frequência demais.

Nas décadas que se seguiram, todos nós fomos conscientizados. Mesmo aqueles que ainda usam "homem" em vez de "ser humano" o fazem com um ar de desculpa consciente — ou de truculência, em defesa da linguagem tradicional, até de forma deliberada para irritar as feministas. Homo, do latim an-thropo- em grego , significa humano, enquanto vir andro- significa homem e femina gyne- significa mulher.

Ele começou a resposta explicando como virara agnóstico, e continuou: E pensei, pensei, pensei. Mas insisti, e continuei lendo e continuei pensando. Em algum ponto por volta dos trinta e poucos anos, tropecei na biologia evolutiva, especialmente na forma dos livros O gene egoísta e depois O relojoeiro cego, de Richard Dawkins, e de repente acho que na segunda leitura de O gene egoísta tudo se encaixou. Era um conceito de uma simplicidade impressionante, mas ele fez surgir, naturalmente, toda a infinita e desconcertante complexidade da vida.

O maravilhamento que ele me inspirou fez o maravilhamento da experiência religiosa, de que as pessoas tanto falam, parecer francamente tolo. Que saudade, Douglas. Você nunca vai ver uma lança fazendo um fabricador de lança. Outros cientistas nos conscientizam de formas diferentes. A geologia nos faz lembrar da brevidade de nossa existência, tanto como indivíduos quanto como espécie.

Ouço o martelar deles ao fim de cada cadência dos versos da Bíblia". Como ninguém antes, eles deram explicações para nossa existência que rejeitaram completamente os agentes sobrenaturais [ Passo a passo, Atkins consegue reduzir a quantidade de trabalho que o Deus preguiçoso tem de fazer, até que ele finalmente fica sem nada: ele pode nem se dar ao trabalho de existir.

Mas a pior coisa que se pode dizer dele é que, basicamente, ele é um desperdício de potencial". Eu poderia mencionar a anatomia, a estrutura celular, a bioquímica e o comportamento de literalmente todo organismo vivo como exemplo. Life — How did it get here? Isso é algo com que todos concordamos.

A improbabilidade estatística de fenómenos como o esqueleto da Euplectella é o problema central que qualquer teoria da vida tem de solucionar. A intricada elegância da flor faz a Torre da Vigia perguntar: "Tudo isso aconteceu por acaso?

Ou aconteceu pelo design inteligente? O design inteligente padece exatamente das mesmas objeções que o acaso. E, quanto maior a improbabilidade, mais im-plausível fica o design inteligente. De novo a Torre da Vigia: '"Existem cerca de setenta reações químicas diferentes envolvidas na fotossíntese', disse um biólogo.

Elas simplesmente apareceram por acaso? Pode-se acreditar mesmo nisso? A "lógica" criacionista é sempre a mesma. Portanto um projetista deve ser o autor. E a resposta da ciência para essa lógica defeituosa também é sempre a mesma.

Tanto o acaso como o design fracassam como soluções para o problema da improba-bilidade estatística, porque um deles é o problema, e o outro retorna a ele. Um lado da montanha é um despenhadeiro, impossível de escalar, mas o outro lado é uma encosta de subida amena até o topo. A idéia absurda de que tamanha complexidade possa se montar sozinha, espontaneamente, é simbolizada por um pulo só, do pé do penhasco até o cume.

Os criacionistas citam essa frase alegremente, sem parar. Ele estava atraindo seus oponentes para que o golpe, quando viesse, os atingisse em cheio. Assumiu-se que se trata de uma verdade óbvia tanto para olhos quanto para asas. Um platelminto tem um olho que, por qualquer medida racional, é menos de metade de um olho humano. É um apelo à mesma lógica defeituosa da estratégia do "Deus das Lacunas", condenada pelo teólogo Dietrich Bonhoeffer. O que preocupa teólogos conscientes como Bonhoeffer é que as lacunas diminuem conforme a ciência avança, e Deus fica ameaçado de acabar sem nada para fazer, e sem ter onde se esconder.

O que preocupa os cientistas é outra coisa. É a ignorância que os impele". Os místicos exultam com o mistério e querem que ele continue misterioso. O exemplo a seguir é hipotético, mas totalmente típico. Repare na lógica tendenciosa: se a teoria A falha em algum particular, a teoria B tem de estar certa.

Por motivos puramente políticos, o cientista de hoje em dia pode hesitar antes de dizer: "Hum, interessante essa tese. Nesse aspecto, a ciência alia-se a teólogos sofisticados como Bonhoeffer, unidos contra os inimigos da teologia ingénua e populista e da teologia das lacunas, do design inteligente.

O caso de amor dos criacionistas com as "lacunas" dos registros fósseis simboliza toda a teologia das lacunas. Os criacionistas adoram as "lacunas" dos registros fósseis, do mesmo modo como adoram lacunas em geral. De qualquer maneira, perceba de novo o uso do automatismo. Haldane retrucou: "Fósseis de coelho no Pré-cambriano".

Nenhum fóssil anacrónico como esse jamais foi encontrado, apesar das lendas desacreditadas de criacionistas sobre crânios humanos do Carbonífero e pegadas humanas entremeadas com as de dinossauros. Nenhuma tentativa se faz para demonstrar a complexidade irredutível.

Apesar das explicações sobre o olho, a asa e muitas outras coisas, cada novo candidato ao duvidoso título é considerado de uma complexidade irredutível transparente e óbvia, e seu status é declarado por decreto. Mas pense nisso. É como simplesmente afirmar que o sapo-doninha besouro-bombardeiro etc.

Portanto ele é irredutivelmente complexo. Isso significa que ele foi projetado". A bala marcada de Teller acaba aparecendo na boca de Penn, e a bala marcada de Penn acaba aparecendo na de Teller. O Argumento da Incredulidade Pessoal berra das profundezas dos meus centros cerebrais pré-científicos e quase me compele a dizer: "Tem de ser um milagre.

Tem de ser sobrenatural". Mas sou ingênuo demais, ou pouco observador e pouco criativo demais para pensar nela. Essa é a resposta normal para um truque. Também é a resposta certa para um fenômeno biológico que pareça ser irredutivelmente complexo.

Novo CD de Mara Pavanelly tem participação de Jonas Esticado. Baixe agora!

Em seu livro Seven clues to the origin oflife [Sete pistas para a origem da vida], o químico escocês A. Uma maneira é juntar uma pilha sólida de pedras e depois retirar com cuidado as rochas, uma a uma. Uma vez que a estrutura tenha sido concluída, o andaime pode ser retirado com segurança e a estrutura permanece de pé.

Sua melhor abordagem para um bom exemplo que ainda é ruim foi o motor do flagelo bacteriano. O flagelo bacteriano é um prodígio da natureza. Como os nervos e vasos sanguíneos passariam pela biela? Ele possui um eixo verdadeiro e rotativo, que gira continuamente dentro de uma biela, impulsionado por um motor molecular incrivelmente pequeno.

Ele alega que a literatura biológica especializada ignorou o problema. Esses frutos a mulefa adota como rodas. Pullman ressalta, de forma perspicaz, um outro ponto: o sistema só funciona porque o planeta é recoberto de faixas de basalto, que servem de "estradas". Todas elas precisariam estar no lugar para que qualquer uma delas tivesse alguma utilidade a analogia favorita de Behe é uma ratoeira. Recomendo com frequência o livro de Miller, Finding Darwins Goa [Encontrando o Deus de Darwin], a pessoas religiosas que me escrevem depois de terem sido iludidas por Behe.

Em nossa escala humana, podemos pensar em um líquido sendo derramado ou espirrado por um buraco; mas, mais uma vez, na escala bacteriana as coisas têm um aspecto diferente. Cada molécula de substância secretada é uma proteína grande com uma estrutura definida e tridimensional, da mesma escala da própria estrutura do SSTT: mais como uma escultura sólida que como um líquido. Tudo bem! A fotossíntese é um processo desconcertante-mente complexo?

É a doença da curiosidade. Outro dos exemplos favoritos de Behe de suposta "complexidade irredutível" é o sistema imunológico.

Depois de ouvir Behe, Rothschild resumiu de modo eloqüente aquilo que qualquer pessoa honesta deve ter sentido naquele tribunal: Por sorte existem cientistas que pesquisam em busca de respostas para a pergunta sobre a origem do sistema imunológico [ Os cientistas que escreveram esses livros e artigos trabalham no escuro, sem direitos autorais nem palestras remuneradas.

Seu empenho nos ajuda a combater e curar condições médicas graves. E, de certa maneira, realmente é uma lacuna maior. A origem da vida só teve que acontecer uma vez. Os passos evolutivos subseqüentes foram duplicados, de formas mais ou menos semelhantes, por milhões e milhões de espécies de modo independente, contínua e repetidamente ao longo do tempo geológico.

Existimos aqui, na Terra. Supõe-se, também, que uma órbita adequada à vida tenha de ser próxima de circular. Duas explicações principais foram sugeridas para a amistosi-dade peculiar de nosso planeta à vida.

A teoria do design diz que Deus criou o mundo, colocou-o na zona Cachinhos Dourados e estabeleceu deliberadamente todos os detalhes em nosso benefício. A abordagem antrópica é bem diferente, e tem um leve ar dar-winiano. Por menor que seja a minoria de planetas com as condições certas para a vida, necessariamente temos de estar em um que pertença a essa minoria, porque estamos aqui pensando no problema.

Deus é uma. O princípio antrópico é a outra. Mas como a vida começou? Talvez seja — improbabilíssimo, e tratarei disso, pois é um ponto central para esta parte do livro. A origem da vida é um objeto de pesquisa pródigo, embora especulativo. A abordagem que defende o design postula um Deus que produziu um milagre deliberado, lançando o fogo divino sobre o caldo prebiótico e lançando o DNA, ou alguma coisa equivalente, em sua grandiosa carreira.

Novamente, assim como com Cachinhos Dourados, a alternativa antrópica à hipótese do design é estatística. Mesmo assim Mas se importarmos algumas hipóteses novas para nossa estimativa, as coisas mudam.

Um planeta em particular pode ter algumas propriedades peculiares, talvez um perfil especial de abundância de elementos em suas rochas, que alterem as chances em favor do surgimento da vida. A própria Terra, é claro, é especialmente "terrestre"! Isso deveria animar nossos químicos que tentam recriar o evento no laboratório, pois reduziria as probabilidades adversas a seu sucesso.

De todas as lacunas visíveis na história evolutiva, a lacuna da origem da vida pode parecer intransponível para cérebros calibrados para avaliar probabilidade e risco na escala das coisas do dia-a-dia: a escala que as instituições fomentadoras de pesquisa usam para avaliar os projetos submetidos pelos químicos. Os olhos enxergam bem. As folhas fazem fotossíntese bem. Cada espécie encaixa-se bem em seu estilo específico de vida. Nem pense nisso. Independentemente de com quantos planetas estejamos lidando, o acaso jamais seria suficiente para explicar a luxuriante diversidade de organismos complexos na Terra do mesmo modo que o utilizamos para explicar a existência da vida aqui.

O princípio antrópico afirma que, como estamos vivos e somos eucariontes e conscientes, nosso planeta tem de ser um dos raríssimos planetas que superaram todas as três lacunas. Ela precisa de alguma sorte para ser iniciada, e o princípio antrópico dos "bilhões de planetas" nos assegura tal sorte. Talvez algumas lacunas posteriores na história evolutiva também precisem de grandes doses de sorte, com a justificativa antrópica.

Uma é que a vida evoluiu de modo a florescer nas condições proporcionadas pelo planeta. Isso provém do fato inerente à nossa existência de que as leis da física têm de ser amistosas o suficiente para permitir que a vida surja. Os físicos calcularam que, se as leis e constantes da física fossem ligeiramente diferentes, o universo teria se desenvolvido de tal forma que a vida seria impossível.

De qualquer maneira, procederei, em nome da simplicidade, como se realmente tivéssemos um grande problema a ser explicado na aparente sintonia fina das constantes fundamentais.

brega divulga pe: Maio

O hidrogênio é o mais simples e o mais comum dos elementos. Essas grandes estrelas podem explodir na forma de super-novas, espalhando seus materiais, inclusive os elementos da tabela periódica, em nuvens de poeira. As nuvens de poeira acabam se condensando e formando novas estrelas e planetas, como o nosso.

Se ela fosse grande demais, de 0,, por exemplo, todo o hidrogênio teria se fundido e criado elementos mais pesados. O valor Gadanhos Dourados — 0, — é o ideal para produzir a riqueza de elementos de que precisamos para que haja uma química interessante e capaz de sustentar a vida. O ponto principal de cada um deles é o mesmo.

Como deveríamos responder a isso? Mais uma vez, temos a resposta teísta de um lado e a resposta antró-pica do outro. É como se Deus tivesse seis botões que pudesse ajustar, e tivesse girado cuidadosamente cada um deles até o seu valor Cachinhos Dourados. Como sempre, a resposta teísta é profundamente insatisfatória, porque deixa inexplicada a existência de Deus. Um falso positivo pode ser uma perda de tempo. Um falso negativo pode ser fatal.

Numa carta para mim, ele sugeriu que, em nosso passado ancestral, nosso maior desafio em nosso ambiente eram os outros. E a resposta teísta para o problema da improbabilidade é uma fuga de proporções estupendas. Nossa existência, portanto, determina que as constantes fundamentais da física tinham de estar em suas respectivas zonas Cachinhos Dourados.

É perfeitamente plausível que só haja uma maneira como o universo possa existir. O multiverso como um todo tem uma pletora de conjuntos alternativos de leis locais. Alguns modelos de big crunch prevêem que o universo voltaria a se expandir, e assim por diante, num ciclo de, digamos, 20 bilhões de anos.

Ninguém entende o que acontece em singularidades como o big bang, portanto é concebível que as leis e as constantes sejam zeradas e tenham novos valores a cada vez. Ele diz que a idéia é abominada pela maioria dos físicos. Acho que ela é linda — talvez por eu ter sido conscientizado por Darwin.

Mais uma vez, o princípio antrópico exerce seu papel explanatório.

Senta em camera lenta bonde das maravilhas baixar

De todos os universos da série, apenas uma minoria tem o "dial" acertado para condições biogênicas. E, é claro, o universo atual tem de estar nessa minoria, porque estamos nele. Outro físico teórico, Lee Smolin, desenvolveu uma variante darwiniana tentadora para a teoria do multiverso, incluindo elementos seriados e paralelos. Por exemplo, a tendência da matéria de se condensar em nuvens e depois em estrelas é um pré-requisito para produzir buracos negros.

Se é para nos permitir a extravagância de um multiverso, afirma o argumento, também poderíamos chutar o balde logo de uma vez e permitir a existência de um Deus. A diferença principal entre a hipótese da existência de Deus genuinamente extravagante e a hipótese aparentemente extravagante do multiverso é de improbabilidade estatística.

O multiverso, com toda a sua extravagância, é simples. Como era de imaginar, eles aproveitam a improbabilidade da sintonia das constantes físicas em suas razoavelmente estreitas zonas Cachinhos Dourados para sugerir que deve haver uma inteligência cósmica que fez a sintonia deliberadamente. Mas que tentativas os teístas fizeram de responder? Um elétron ele engoliria. Mas bilhões e bilhões de elétrons, todos com as mesmas propriedades, isso é o que realmente instiga sua incredulidade.

Pior, nenhum elétron deveria manter naturalmente suas propriedades por mais que um instante por vez; cada um deles deveria mudar, caprichosa, aleatória e fugazmente a cada momento.

É porque Deus mantém permanentemente o dedo em cada uma das partículas, contendo seus excessos e organizando-as junto com suas companheiras, fazendo com que elas fiquem sempre iguais. Swinborne se sai com uma peça de chutzpah intelectual de tirar o fôlego. E alega que todas as propriedades que cada substância tem devem-se ao fato de Deus tê-la causado ou ter permitido sua existência.

A marca registrada das explicações simples é postular poucas causas. O teísmo é mais simples que o politeísmo. Tudo bem. O que poderia ser mais simples que isso? Bem, na verdade, quase tudo. E aí o que íamos fazer com todo o nosso tempo livre?

É económica porque atribui a existência e a natureza de absolutamente tudo no. É elegante porque a partir de uma idéia central — a idéia do mais perfeito ser possível — é possível explicar de forma inteligível toda a natureza de Deus e a existência do universo. É bastante coerente, porém, supor que Deus, embora indivisível, seja internamente complexo".

O biólogo Julian Huxley, em , definiu complexidade como "heterogeneidade de partes", termo que implicava uma espécie particular de indivisibilidade. Ele prossegue sugerindo que tal tendência "deve ter algum peso no processo mutacional, para garantir que mutações mais complexas ocorram". Ward é cético quanto a isso, como devia ser.

Assim como a origem de onde ela parte. Eu era o pobre ateu em meio aos dezoito palestrantes convidados. Um dos jornalistas, John Horgan, afirmou que cada um deles recebeu a bela quantia de 15 mil dólares para participar da conferência, além de todas as despesas pagas. Isso me surpreendeu. Se eu tivesse sabido, minhas suspeitas teriam imediatamente sido atiçadas.

John Horgan depois questionou a mesma coisa e escreveu um artigo sobre a experiência. O artigo de Horgan é, ele mesmo, de uma ambivalência cativante.

Um repórter discutiu a experiência do dom de línguas, e outro descreveu o relacionamento íntimo que mantém com Jesus. Respondi a Dyson, citando o discurso que ele proferiu ao receber o prémio Templeton. Posso voltar à física agora? Se eu entendo a tese de Horgan, ela é que o dinheiro da Templeton corrompe a ciência. O prêmio Templeton é duas ordens de magnitude maior que os incentivos oferecidos aos jornalistas em Cambridge, e foi explicitamente estabelecido para ser maior que o prémio Nobel.

Quem era eu, um cientista, para dizer aos teólogos que o Deus deles tinha de ser complexo? Acho que estavam sendo sinceros.

Existem outros meios de conhecimento além do científico, e é um desses outros meios de conhecimento que precisa ser empregado para conhecer a Deus. O mais importante entre esses outros meios de conhecimento revelouse a experiência pessoal e subjetiva de Deus. Isso é que é banda larga! É preciso haver uma causa inicial para tudo, e a ela podemos chamar Deus.

A causa primordial que buscamos tem de ter sido a base simples para um guindaste auto-su-ficiente que acabou elevando o mundo, como nós o conhecemos, a sua existência complexa atual. Dê uma olhada em volta para o mundo cheio de vida, para a floresta amazônica com seu rico entrelaçamento de lianas, bromélias, raízes e arcos; seus exércitos de formigas e suas onças, suas antas e seus porcos-do-mato, suas pererecas e seus papagaios.

É verdade que ninguém nunca pensou em alternativa melhor.

SENTA EM CAMERA LENTA MARAVILHAS BAIXAR BONDE DAS

Mas pode haver outras ainda a ser descobertas. Ou talvez seja o multiverso mais o princípio antrópico encampado por Martin Rees e outros pesquisadores. Mas infelizmente eu o encontro com bastante frequência. Algumas idéias oitocentistas eram muito boas, como a própria e perigosa idéia de Darwin. Ele vem junto com o ataque do "ateu provinciano".

Esse tipo de pergunta acabou no século XIX". Assim, se alguém como eu insiste na pergunta, eu é que sou acusado de ser "oitocentista". É na verdade uma coisa bem engraçada, se pensarmos bem. Como Hume o teria adorado! É tentador aplicar a mesma lógica a um olho ou a uma asa, a uma aranha ou a uma pessoa. Darwin e seus sucessores mostraram como as criaturas vivas, com sua improbabilidade estatística espetacular e enorme aparência de ter sido projetadas, evoluíram através de degraus gradativos, a partir de um início simples.

Alguma teoria do tipo da do multiverso pode em princípio fazer pela física o mesmo trabalho explanatório que o darwinismo fez pela biologia. Ela oferece consolo e reconforto.

Ela satisfaz nosso desejo de entender por que existimos. A pergunta ganha urgência com as considerações darwinianas sobre a economia. A natureza é um contador avarento, apegada aos trocados, de olho no relógio, que pune a mínima extravagância.

Mas beneficia, sim, os genes que o distinguem de outros rivais menos espetaculares. A cauda é uma propaganda, que garante seu lugar na economia da natureza atraindo as fêmeas. Para um evolucionista, os rituais religiosos "destacam-se como pavões numa clareira ensolarada" palavras de Dan Dennett. Se sim, quem era o alvo da propaganda? Para que tudo isso? Por "benefício", o darwinista normalmente quer dizer alguma vantagem para a sobrevivência dos genes do indivíduo.

O segundo vem da teoria que defendi em The extended phenotype: o indivíduo que você observa pode estar agindo sob a influência manipula-dora de outro indivíduo, talvez um parasita. Em terceiro lugar, o "teorema central" pode substituir "genes" pelo termo mais genérico "replicadores". Lidarei com isso adiante, sob o título "Pisa devagar, pois pisas nos meus memes". Povos caçadores-coletores como as tribos aborígines australianas vivem mais ou menos como nossos ancestrais.

Mas, continua Sterelny, embora nossa espécie seja inteligente, temos uma inteligência perversa. Sterelny conhece bem os povos aborígines de Papua Nova Guiné. Mas eles combinam esse entendimento com obsessões destrutivas sobre o período menstrual feminino e sobre bruxarias.

A velha piada da Irlanda do Norte — "Tudo bem, mas você é ateu protestante ou ateu católico? O comportamento religioso pode ser chamado de comportamento universal, do mesmo modo como o comportamento heterossexual.

As duas generalizações permitem exceções individuais, mas todas essas exceções compreendem, até bem demais, a norma com a qual tiveram de romper. Mas e o comportamento religioso? Parte do que um médico pode dar ao paciente é consolo e conforto. Mas muitas vezes me vi instantaneamente "curado" de algum mal menor por uma voz reconfortante, vinda de um rosto inteligente em cima de um estetoscópio. É por isso que os ensaios clínicos duplos-cegos de remédios precisam usar placebos como controle.

Eles também têm mais tempo para se dedicar a conversar e simplesmente ser carinhosos com o paciente. Talvez seja injusto falar só dos católicos. Steven Pinker falou bem sobre a teoria do consolo, em Como a mente funciona: "Ela só provoca a pergunta sobre por que uma mente evoluiria para encontrar conforto em crenças que ela sabe claramente ser falsas.

No mínimo, a teoria do consolo precisa ser traduzida para termos darwi-nianos, e isso é mais difícil do que você pode imaginar. Mas é dela que estou falando aqui. Ou um manipulador político pode usar a tortura para obter seus fins. Uma tribo com um "deus das batalhas" muito beligerante ganha guerras contra tribos rivais cujos deuses pregam a paz e a harmonia, ou tribos sem deus nenhum.

Mais genericamente, acredito que nós, que especulamos sobre o valor darwiniano de sobrevivência, precisamos "pensar em termos de subproduto". Quando perguntamos o valor de sobrevivência de alguma coisa, podemos estar fazendo a pergunta errada. Elas fazem de tudo para se entregar ao fogo como numa oferenda.

Minha tese é que precisamos reelaborar a pergunta antes que possamos tentar obter uma resposta inteligente. A aparência de suicídio é um efeito colateral inadvertido de outra coisa.

Um sistema nervoso que aplicar a regra geral dos trinta graus ou qualquer ângulo agudo a uma vela próxima, como se ela fosse a lua no infinito óptico, vai levar a mariposa, numa trajetória em espiral, para dentro da chama. Quando a pergunta é reformulada, o mistério evapora. Jamais foi correto chamar aquilo de suicídio. Morrem por elas, ou matam por elas. Estupefatos, perguntamos por quê. Mas minha tese é que podemos estar fazendo a pergunta errada.

Só entenderemos o comportamento religioso quando o tivermos rebatizado. Minha hipótese específica é sobre crianças. Essa é uma regra normalmente valiosa para uma criança. Mas, assim como com as mariposas, ela pode dar errado. Apavorante em retrospecto, quero dizer: naquela época, meu cérebro de criança o aceitou dentro do espírito que o orador pretendia.

Mas acreditei quando tinha nove anos, porque a ouvi de um adulto que tinha autoridade sobre mim. Tomando a mim mesmo por base, acredito que realmente admiramos a atitude. Como adulto, acho quase impossível crer que, criança, eu tenha me questionado se teria a coragem de cumprir o dever marchando para debaixo do trem. Mas o que interessa é que é assim que me lembro das minhas sensações.

Era provavelmente mais militar que religiosa, no espírito do poema "Carga da Brigada Ligeira", de Tennyson, que ele pode perfeitamente ter citado: "Avante a Brigada Ligeira! Nações cujos soldados de infantaria agem por iniciativa própria, em vez de seguir ordens, tendem a perder guerras. Computadores fazem o que lhes mandam fazer. Simplesmente obedecem, como os soldados devem fazer. Mas o lado ruim da obediência insuspeita é a credulidade escrava. O mesmo acontece com proposições sobre o mundo, sobre o cosmos, sobre moralidade e sobre a natureza humana.

Líderes religiosos conhecem bem a vulnerabilidade do cérebro infantil e a importância de começar cedo com o doutrina-mento. Talvez algumas crianças tenham de ser protegidas do doutrinamento de seus próprios pais veja o capítulo 9.

Você tem de explicar como as pessoas podem acreditar em tamanhos absurdos". Fiquei pasmo. Ele é capaz de ouvir simultaneamente os pensamentos de todas as pessoas do mundo. Você pode ser recompensado ou punido, inclusive depois de sua morte. Nós, seres humanos, sugere ele, especialmente as crianças, somos dualistas por natureza. Um dualista acredita que a mente é algum tipo de espírito fluido que habita o corpo e portanto poderia, teoricamente, deixar o corpo e existir em algum outro lugar.

Os dualistas personificam objetos físicos inanimados na primeira oportunidade, enxergando espíritos e demônios até em cachoeiras e nuvens.

O romance Vice versa, de F. Anstey, de , faz sentido para um dualista, mas deve ser estritamente incompreensível para um monista retinto como eu. Bultitude e seu filho descobrem misteriosamente que trocaram de corpo. Uma trama semelhante foi usada por P. Mais uma vez, a trama só faz sentido para um dualista. Paul Bloom diria que isso acontece porque, embora eu tenha aprendido a ser um monista intelectual, sou um animal humano, e portanto evoluí como um dualista por instinto.

Pedras pontudas servem "para os animais poderem se coçar nelas". Nosso dualismo inato nos prepara para acreditar numa "alma" que habita o corpo, em vez de ser parte integrante do corpo.

Se tudo tem um propósito, qual é esse propósito? O de Deus, é claro. Mas qual seria a vantagem darwiniana? Talvez compreendamos melhor essa hipótese à luz daquilo que Daniel Dennett chamou de postura intencional. A postura física sempre funciona em tese, porque tudo acaba obedecendo às leis da física.

Mas compreender as coisas usando a postura física pode demorar demais. Podemos adivinhar como o objeto vai se comportar passando por cima da física e apelando direta-mente ao design. Nem é preciso dizer que ele foi perfeitamente capaz de traduzir a postura de projeto para os termos darwinianos adequados. Parece-me inteiramente plausível que a postura intencional tenha valor de sobrevivência como mecanismo cerebral que acelera a tomada de decisões em circunstâncias perigosas e em situações sociais cruciais.

Mas o fato de que somos capazes de rir com tamanho contorcionismo ficcional da inferência em outras mentes provavelmente nos revela algo de importante sobre a forma como nossa cabeça foi naturalmente selecionada para funcionar no mundo real. Em suas ordens menos elevadas, pelo menos, a postura intencional, assim como a postura de projeto, economiza um tempo que pode ser vital à sobrevivência. Somos biologicamente programados para imputar intenções a entidades cujo comportamento nos interessa.

Mas, assim como outros mecanismos cerebrais, essas posturas podem dar errado. As crianças, e os povos primitivos, imputam intenções ao clima, a ondas e correntes, a pedras que caem.

Eu me pego alimentando um ressentimento feroz contra coisas inanimadas e inocentes como a corrente da minha bicicleta. Todo mundo ficou em silêncio, como que em choque. Observe comigo. Mas é o que esperamos, e é o que tentamos obter. Deve haver um motivo. Psicólogos evolucionistas concordam com ela que o coup defoudre irracional pode ser um mecanismo para garantir a lealdade a um co-progenitor, que dure o tempo suficiente para criar o filho juntos.

Mas, uma vez feita a escolha — mesmo que seja ruim — e concebida a criança, é mais importante manter-se fiel à escolha haja o que houver, pelo menos até que a criança seja desmamada. Dawkins, "Gerin Ou", Free Inquiry , , pp. A vida humana é guiada em grande parte por nossos genes egoístas e por processos de reforço. Esses sentimentos podem ser deflagrados por ícones do outro, como cartas, fotos e até, como nos tempos vitorianos, mechas de cabelo.

O estado apaixonado tem muitos acompanhamentos fisiológicos, como suspirar como uma fornalha. Seria uma grave desvantagem, por exemplo, quando se caçava ou se criavam ferramentas, ficar mudando de idéia a toda hora". Em seu livro Social evolution, Robert Trivers ampliou sua teoria evolutiva do auto-engano de O auto-engano é esconder a verdade da mente consciente para escondê-la dos outros.

Ele ou ela pode mentir sem o nervosismo que acompanha a mentira. O antropólogo Lionel Tiger diz algo semelhante em Optimism: The biology of hope [Otimismo: a biologia da esperança].

Eles literalmente têm dificuldade em ver coisas com conotações negativas, enquanto enxergam com cada vez mais facilidade itens que sejam positivos. Uma pesquisa antropológica como o Ramo de ouro de Frazer nos impressiona com a diversidade das crenças irracionais humanas. É importante entender que "mérito" aqui significa apenas a capacidade de sobreviver e de se espalhar.

Chamamos isso de deriva genética. Mas hoje ela é amplamente aceita, na forma da chamada teoria neutra da genética molecular. Mesmo assim, pelo que os estatísticos chamam de erro de amostragem ao longo de gerações, a nova forma mutante pode acabar substituindo a forma original no universo de genes.

Trata-se de uma mudança evolutiva real no nível molecular mesmo que nenhuma mudança seja observada no mundo dos organismos completos. Muitas religiões, por exemplo, ensinam a doutrina objetivamente implau-sível mas subjetivamente atraente de que nossa personalidade sobrevive à morte do corpo.

A idéia da imortalidade em si sobrevive e dissemina-se porque se alimenta do desejo. E o desejo conta, porque a psicologia humana tem uma tendência quase universal a permitir que a crença seja marcada pelas aspirações "Teu desejo era pai, Harry, de tua idéia", como disse Henrique IV, parte II, a seu filho.

A frase vem de Fractured French, de F. Pearson, junto com outras pérolas como "coup degrâce" cortador de grama [lawnmower]. A pergunta importante aqui é a darwiniana. Concorrendo pelo quê? Pelo encaixe cromossômico, ou "locus", que pertence àquele conjunto de alelos. E como eles competem? O destino de um gene costuma estar associado aos corpos em que ele se encaixa de forma bemsucedida. Como ele influencia esses corpos, isso afeta suas chances de sobrevivência no universo de genes.

Conforme as gerações avançam, os genes aumentam ou diminuem em frequência no universo genético de acordo com o desempenho de seus representantes fenotípicos. Poderia o mesmo acontecer com os memes? O universo de memes é menos estruturado e menos organizado que o universo de genes.

Os memes existem apenas nos cérebros? Ou cada cópia em papel ou eletrônica de, digamos, um versinho popular também tem o direito de ser chamada de meme? Mas o problema é ilusório. Seria ridículo se fosse assim. É uma receita bastante complicada, envolvendo 32 dobraduras ou operações semelhantes.

Aprendi a fazer o barco chinês quando era pequeno com meu pai, que, mais ou menos na mesma idade, tinha adquirido a habilidade em seu internato. Uma febre de dobraduras de barco chinês, iniciada pela supervisora, havia se espalhado pela escola no tempo dele como uma epidemia de sarampo, e depois se esvaneceu, também como uma epidemia de sarampo.

Reintroduzi a febre e ela novamente se espalhou, como outra epidemia de sarampo, e novamente se esvaneceu. Pegue duzentas pessoas que nunca fizeram um barco chinês e as organize em vinte equipes de dez pessoas cada uma.